- Poucos jogos foram tão inspiradores quanto Ori and the Blind Forest. Concebido desde o início com o conceito de ser um “Metroidvania”, ou seja, um jogo de plataforma 2D que permite ao jogador explorar o mapa livremente, o game produzido pelo novato Moon Studios transcende o esperado e é uma obra de arte em forma de jogo sob diversos aspectos.
A narrativa melancólica, os gráficos pincelados à mão e uma linda música orquestrada que acompanha o bichinho branco da imagem em sua jornada: todos esses aspectos saltam aos olhos e ouvidos em Ori and the Blind Forest desde a sua introdução, que acompanha Ori chegando à floresta sob forma de luz e sendo adotado por Naru. Com a decadência da floresta e a escassez de alimento, Ori é chamado a uma aventura para resgatar os três elementos que reavivarão a floresta: a água, o vento e o calor.
- A sinopse, embora simples em relação à sua complexidade, ganha ares de fantasia com os outros elementos que compõem o jogo: a arte e a música. A primeira, bastante colorida e feita por pinceladas, destaca uma série de detalhes que dão um ar mágico à floresta e está em total sincronia com a movimentação do personagem. Assim,o movimento das águas com a presença de Ori destaca a fluidez de sua movimentação, assim como a quebra de rochas e troncos de árvore indicam a força bruta do personagem. Pois é, não se enganem: embora pequeno, Ori é um ser de incrível força.
Já a música é um caso à parte. Totalmente orquestrada e em completa afinação com o que acontece na tela, ela não só destaca os cenários e o ar melancólico do jogo, como também reacende luzes de esperança em momentos gloriosos durante a jornada de Ori. É daquelas trilhas inesquecíveis, capaz de arrepiar qualquer um em seus primeiros compassos.
- Todos esses elementos, aliados à uma jogabilidade incrivelmente fluida, tornam Ori and the Blind Forest uma experiência muito especial. Se os jogos de plataforma atuais chamavam muito a atenção pelo seu fator de nostalgia, Ori entrega uma experiência completa, combinando o que há de melhor no gênero e hipnotizando por toda a sua ambientação. É simplesmente imperdível.
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